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Tuesday, April 29, 2008

O Estado de São Paulo Usina foi concebida em molde binacional para conter queixas

Um litígio territorial motivou a criação de Itaipu nos moldes de uma usina binacional. Relatório diplomático inédito, obtido pela Folha, detalha os bastidores da luta travada entre o governo de Brasil e Paraguai, e como se chegou à idéia da criação da hidrelétrica para evitar que a disputa fosse para arbítrio internacional.

A campanha paraguaia começou no final da década de 1950 e terminou 15 anos depois, com a assinatura do Tratado de Itaipu. Todo o embate diplomático foi catalogado pelo embaixador José Jobim em relatório de maio de 1964. Jobim foi encarregado de buscar solução para fazer Assunção desistir da queixa territorial, abrindo caminho para o projeto hidrelétrico do Brasil.

"Não podemos eludir o problema da reivindicação territorial do Paraguai. Teremos a lucrar se conseguirmos resolvê-lo o mais rapidamente possível", escreveu. Para ilustrar, Jobim lembrou a disputa dos Estados Unidos pelo Canal do Panamá.

Bate-boca
A primeira nota sobre o assunto foi enviada ao Itamaraty, em 20 de maio de 1958. Nela, o chanceler paraguaio Sapena Pastor rejeitava qualquer "projeto unilateral" de aproveitamento do rio Paraná.
Um novo protesto ocorreu em 12 de março de 1962. O governo brasileiro respondeu em 19 de setembro, defendendo a posse do salto das Sete Quedas. Em 14 de junho, a tréplica paraguaia. "O salto do Guairá não somente não está situado integralmente em território do Brasil, como o Paraguai tem direitos de soberania", disse Sapena Pastor.

Sete quedas
Na argumentação paraguaia, a linha de fronteira deveria seguir por um sub-ramal da Serra de Maracaju e terminar em frente ao Salto del Guairá (Salto Grande). Para os brasileiros, toda a Sete Quedas era do Brasil, cabendo aos paraguaios toda a parte seca. Levantamentos topográficos feitos pelas autoridades de Assunção indicavam um outro divisor fronteiriço. "Tivesse sido utilizado pelos demarcadores de 1872/74, faria com a que a linha divisória caísse em frente à extremidade sul da grande ilha existente no lago, o que daria incontestavelmente o condomínio ao Paraguai", ponderou Jobim.

O embaixador chegou a conclusão de que o país vizinho tinha direito sobre o "o potencial energético das águas comuns do rio Paraná". E sugeriu a solução. "O aproveitamento conjunto e em igualdade de condições, por parte do Brasil e do Paraguai, do potencial energético das águas comuns aos dois países, no trecho entre a foz do Iguaçu e o salto grande das Sete Quedas, farão desaparecer as cataratas, contribuindo para a solução do problema de limites." A idéia foi apropriada pelo ex-chanceler Mario Gibson Barbosa, que assinou o Tratado de Itaipu em 26 de abril de 1973. (CDS)


O Globo Usuários esperam 40 minutos por catamarã
Apenas uma embarcação fez a ligação entre Charitas e a Praça Quinze durante a manhã
Luisa Valle*

Os problemas envolvendo as Barcas S/A continuaram ontem, quando apenas um catamarã, na linha Charitas -- Praça Quinze, operou, elevando para 40 minutos o tempo de espera entre as viagens. Passageiros que estavam na estação de Charitas reclamaram da demora e da grande fila que se formou do lado de fora da estação. Uma embarcação que faz a linha Centro de Niterói -- Praça Quinze também teve problemas, mas o intervalo entre as viagens não foi alterado, permanecendo entre dez e 12 minutos.

Esses não foram os únicos problemas de quem usa o sistema. O descuido de uma tripulante e a irresponsabilidade de um usuário do catamarã social da Barcas S/A, que faz a linha Praça Araribóia-Praça Quinze com tarifas mais baixas, por pouco não colocou as dezenas de passageiros da embarcação em risco, na manhã de ontem. De acordo com testemunhas, a funcionária que guardava a porta lateral abandonou seu posto ao receber a informação de que um passageiro estaria passando mal. Logo depois, quando a embarcação chegava à Praça Quinze, um passageiro abriu a porta lateral do catamarã sem esperar que ele atracasse.

- Abriram apenas a porta da frente do catamarã. As pessoas ficaram reclamando do calor. Um passageiro abriu a porta e todos saíram. A barca ainda não tinha terminado de atracar - contou Guilherme Andrade.

A concessionária Barcas S/A não confirmou o fato e está apurando o caso para poder se pronunciar.

Amanhã, a comissão especial da Alerj criada para estudar as condições do sistema aquaviário vai entregar ao procurador-geral de Justiça, Marfan Vieira, uma representação contra as concessionárias Barcas S/A, a Transtur e a Agência Reguladora de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Rio (Agetransp). O presidente da comissão, Gilberto Palmares, entregará também um abaixo-assinado de quatro mil usuários das barcas, com reclamações sobre o serviço.


O Globo PANORAMA POLÍTICO
'Já estou com o pé nessa estrada'

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai viajar por cerca de 10 países nos próximos 20 dias. Sua missão é debater e convencer os vizinhos a implementarem o Conselho de Defesa da América do Sul. O presidente Lula quer anunciar a criação do conselho durante a reunião que vai criar a Unasul (União das Nações Sul-Americanas), no dia 23 de maio, no Rio de Janeiro. A proposta foi aceita por Argentina e Venezuela. Há expectativa quanto à posição do Chile e da Colômbia.

Monday, April 28, 2008

Jornal de Brasília Tropas colombianas são atacadas pelas Farc a partir de território equatoriano

Tropas colombianas foram atacadas a partir de território equatoriano com cilindros-bomba, que feriram um soldado, segundo denúncias de fontes militares em Bogotá e no departamento sulista de Putumayo.

O ataque teria sido feito por supostos rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e foi registrado na localidade equatoriana de Pueblo Nuevo em direção à região colombiana de Teteyé, segundo as fontes.

As tropas colombianas foram atacadas quando prestavam assistência a um grupo de engenheiros em atividades de prospecção petrolífera, em um ponto da selva do departamento (estado) de Putumayo, a cerca de 700 quilômetros ao sudoeste de Bogotá.

O general Mario Montoya, comandante do Exército colombiano, em Bogotá, e o também geral Octavio Ardila, da IV Divisão militar, de Putumayo, denunciaram a ação contra as tropas na zona de fronteira.

Os soldados atacados foram atingidos por vários dos cilindros-bomba, repletos de estilhaços e três dos artefatos que não explodiram ficaram em poder das tropas, observou o general Ardila.

Nessa região limítrofe com o Equador atuam guerrilheiros da frente 48 das Farc.

O general Montoya informou que a ação foi comunicada à Chancelaria, para que, por sua vez, seja transmitida às autoridades e às Forças Militares equatorianas.

"Esperamos que esta situação não continue. É delicado para tropas colombianas e para as companhias que exploram petróleo nessa região", disse o general Montoya.

Um informante, desmobilizado das Farc revelou hoje ao canal "RCN" de televisão, que essa guerrilha, "do Equador", planeja e lança ataques a tropas colombianas que se encontram perto da divisa entre os dois países

No dia 1º de março tropas colombianas realizaram uma incursão militar contra um acampamento das Farc em território equatoriano, situado a menos de dois quilômetros da fronteira, durante o qual morreram 26 pessoas, entre elas "Raúl Reyes", porta-voz internacional da organização.

Dois dias depois da operação, o presidente do Equador, Rafael Correa, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia.



O Estado de São Paulo Austrália vai retirar 200 soldados do Timor-Leste
O país comanda a Força Internacional de Segurança, solicitada para sufocar a violência

SYDNEY - O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, disse este fim de semana que a situação noTimor-Leste, após as tentativas de assassinato do presidente e do primeiro-ministro do país, José Ramos Horta e Xanana Gusmão, respectivamente, voltou à normalidade e anunciou a retirada de 200 soldados, para deixar ali uma tropa de 750 militares.

"O primeiro-ministro Gusmão me escreveu respaldando a decisão. Agradeceu à Austrália sua assistência após os ataques", detalhou o trabalhista Rudd.

O dirigente australiano reiterou o compromisso de seu país com o Governo timorense e com a ONU para ajudar a jovem nação a manter a segurança e a enfrentar outros desafios.

A Austrália comanda a Força Internacional de Segurança, na qual participam Malásia, Nova Zelândia e Portugal, que o Timor-Leste solicitou em maio de 2006 para sufocar a espiral de violência que ameaçava desembocar em uma guerra civil.

Desde então, a força internacional permanece no país e a ONU retornou a essa antigo colônia portuguesa para ajudar as autoridades Nacionais.


O Estado de São Paulo Separatistas tâmeis atacam instalações militares cingalesas
O bombardeio tâmil segue a outro lançado no sábado pelo Exército contra posições de artilharia da guerrilha

NOVA DÉLHI - Os rebeldes separatistas tâmeis lançaram esta madrugada um ataque aéreo contra instalações do Exército do Sri Lanka, informou neste domingo uma fonte militar, que disse que o bombardeio não causou nenhum dano.

A aviação tâmil lançou três bombas contra posições do Exército em Welioya, no nordeste da ilha, "sem causar dano ao Exército", assegurou o Ministério da Defesa em comunicado.
A site "Tamilnet" informou que esta é a segunda vez desde outubro de 2007 em que os rebeldes lançam um ataque combinado por terra e ar contra o Exército cingalês.

O bombardeio tâmil segue a outro lançado no sábado pelo Exército contra posições de artilharia da guerrilha também em Welioya, em uma semana que registrou fortes combates no norte do país nos quais morreram uma centena de rebeldes tâmeis e 43 soldados, segundo a Defesa, que também informou do desaparecimento de 33 militares.

Outros 64 civis faleceram na explosão de uma bomba em um ônibus da cidade de Piliyandala, cerca de 15 quilômetros ao sul de Colombo, capital do país, em um atentado pelo qual oito pessoas foram interrogadas, segundo a Polícia.


O Estado de São Paulo O site dos EUA que sentiu o terremoto de SP
Segundos após o tremor, agência USGS já trazia informações sobre intensidade e epicentro
Célia Almudena

Enquanto milhares de paulistanos se assustavam na terça-feira com o terremoto de 5,2 graus na escala Richter, cientistas da Sociedade Geológica dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês) já reuniam informações sobre o evento. Qualquer catástrofe natural que aconteça no local mais remoto do planeta é logo destrinchada no site da entidade para internautas leigos. E, não por acaso, a USGS é chamada de "agência do fim do mundo".

O terremoto que atingiu quatro Estados brasileiros na semana passada acendeu a luz vermelha. A falta de informações fermentou a sensação de agonia. Não para algumas centenas de internautas, que logo desembocaram no site www.usgs.gov. Lá, segundos após o evento, já havia informações sobre intensidade, localização do epicentro (a 218 km de São Vicente) e profundidade do terremoto.

O pior terremoto do País nos últimos anos mostrou que não estamos preparados para desastres naturais. No dia seguinte ao abalo, uma reunião em Brasília discutiu a criação de uma rede nacional sismográfica. O chefe do Departamento de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, apresentou aos assessores do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência o projeto de uma rede de 40 estações de monitoramento. "Hoje, é difícil registrar os sismos pequenos. As estações que existem estão distribuídas de maneira disforme e os instrumentos, ultrapassados", explicou Barros.

A USGS não enfrenta essa dificuldade. Uma das muitas entidades vinculadas à Agência Federal para o Gerenciamento de Emergências (Fema) do governo americano, ela foi fundada em 1879. É uma agência científica que estuda paisagens e territórios, principalmente dos Estados Unidos. Sua abordagem multidisciplinar reúne biologia, geografia, geologia, além de informações geoespaciais e oceanográficas.

A USGS acredita que a ciência é a melhor forma de manter a população preparada para adversidades, além de sustentar a economia, a segurança nacional, a qualidade de vida e o meio ambiente. Assim, seu site traz em linguagem simplificada tópicos científicos de importância, como análises geoespaciais e recursos naturais, sem esquecer de temas atuais, como aquecimento global e queimadas. Além de registros históricos muito interessantes. Com alguns cliques, o internauta que domina o inglês descobre que o terremoto mais mortífero registrado no mundo aconteceu em 23 de janeiro de 1556, na China. Com cerca de 8 graus na escala Richter (num máximo de 9), deixou 830 mil mortos.

GRÁFICOS
Também é possível entender, por meio de gráficos didáticos, como o terremoto de 26 de dezembro de 2004 em Sumatra deu origem ao tsunami que afetou 14 países no sul da Ásia e leste da África. Ou navegar para páginas de parceiros, como o Instituto Smithsonian, e encontrar fotos e informações dos terremotos históricos desde 1900.

A importância de acompanhar as mudanças climáticas ganha espaço por causa do aquecimento global. Recentemente, a ONU alertou que prejuízos causados por condições extremas do clima podem ultrapassar US$ 1 trilhão em um único ano até 2040

Tuesday, April 22, 2008

Aventura perigosa

Padre voa em balões de festa, sai da rota e desaparece no mar
Equipe de busca inclui helicóptero, avião da FAB, navio da Marinha e pescadores voluntários

Evandro Fadel

Um grupo de cem pessoas - com o auxílio de um helicóptero da Polícia Militar de Santa Catarina, duas embarcações da Marinha, um avião da FAB e outro do governo do Paraná, além de vários pescadores voluntários - prosseguiu, até as 18 horas de ontem as buscas ao padre paranaense Adelir De Carli, de 41 anos, que está desaparecido desde a noite de domingo, quando tentava fazer um vôo de 20 horas, sentado em uma cadeira, amarrada a mil balões de festas, cheios de gás hélio. O último contato aconteceu por volta das 21 horas, quando avisou que estava pousando no mar, a cerca de 15 quilômetros a leste das Ilhas Tamboretes, a 5 quilômetros da costa da Ilha de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina.

No site da Pastoral Rodoviária, à qual o padre está ligado desde a ordenação há cinco anos, ele diz ter criado o evento Voar Social, como forma de atrair a mídia e divulgar assistência espiritual e social aos caminhoneiros. Ele declara ter “vasta experiência” como esportista em montanhismo, mergulho, pára-quedismo e vôo livre (parapente). De Carli já tinha levantado vôo, com a ajuda de 500 balões, em 13 de janeiro, em Ampère, no sudoeste paranaense. Atingiu 5.337 metros e desceu 4 horas e 15 minutos depois, a 110 km dali, em San Antonio, na Argentina. Segundo ele, o recorde de altitude anterior era de 3,9 mil metros, de um americano.

Desta vez, De Carli pretendia bater o recorde de tempo, que é de 19 horas, e ficar uma hora a mais no ar. Esperava que os balões o levassem para o interior do Paraná. Para isso, partiu de Paranaguá, no litoral do Estado, por volta das 13 horas de domingo. Seu peso total, com o equipamento, era de 250 quilos. Antes da aventura, celebrou uma missa na Paróquia São Cristóvão - onde os fiéis passaram ontem o dia em orações. Pouco antes da subida, foi questionado por um repórter da Rede Paranaense de Comunicação (RPC) se não seria teimosia enfrentar a chuva daquele momento. “Não, vou subir acima dela.”

Mas a preocupação da equipe de apoio começou cedo. Às 14h45, ele já estava a 5.800 metros de altitude, quase o dobro do previsto, e dirigia-se para o leste, na direção do oceano. Em contato telefônico com produtores da RPC, o padre disse que estava bem, mas relatou muito frio e desconhecimento do equipamento. “Eu preciso entrar em contato com o pessoal para que eles me ensinem a operar esse GPS aqui, para dar as coordenadas de latitude e longitude, que é a única forma de alguém por terra saber onde eu estou. O celular via satélite fica saindo fora de área e a bateria está enfraquecendo.” Nos contatos feitos com a equipe, ele disse que chegou a se distanciar cerca de 50 km da costa de São Francisco do Sul. Às 20 horas, já tinha voado 145 km. O último contato foi com o comandante do Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer), capitão Nelson Henrique Coelho, às 21 horas, quando avisou que estava pousando no mar. De Carli disse que não tinha mais lastro.

O lastro é formado por água armazenada em cilindros que o padre jogava para fora do cesto amarrados - para perder altitude. Ele foi aconselhado a não se desgrudar dos balões, que poderiam ajudar na flutuação e na visualização - na primeira experiência, ele cortava os balões com estilete. À 0h30, os primeiros balões foram avistados na Praia da Penha, a 60 km de São Francisco do Sul. Ontem, às 11 horas, mais balões foram vistos na Ilha dos Remédios, no sul da ilha de São Francisco. A equipe de buscas deve retomar hoje o trabalho.

O padre usava roupa térmica capaz de suportar até 10 graus negativos. Ontem, a temperatura da água no litoral norte catarinense estava em 21 graus, o que garantiria a sobrevivência, dependendo das condições físicas.